A Nossa Sustentabilidade

22-07-2018

SER sustentável é ter a capacidade de ser saudável e feliz.

A palavra sustentável deriva do latim sustentare, que significa: defender, apoiar, cuidar e conservar.

Ter saúde com sustentabilidade, significa saber fazer um caminho, onde o respeito pelo nosso corpo seja o pilar da Vida.

A nossa vida!

A sustentabilidade com ou na saúde é uma preocupação em todos os países desenvolvidos, desde há uns 10 a 15 anos, mas pouco se tem feito para que seja aplicada em escala alargada, mundialmente.


Em 2015, a ONU deu ao conhecimento público a sua agenda até 2030, focada na sustentabilidade, para transformar e proteger os povos.

..."2015 ficará na História como o ano da definição dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, fixados numa cimeira da ONU, em Nova Iorque (EUA), de 25 a 27 de setembro.

Trata-se da nova agenda de ação até 2030, que se baseia nos progressos e lições aprendidas com os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, entre 2000 e 2015. Esta agenda é fruto do trabalho conjunto de governos e cidadãos de todo o mundo para criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o ambiente e combater as alterações climáticas..."

Cabe a cada um de nós fazer a sua parte e ajudar a desenvolver a nossa sustentabilidade, a do Ser e a do Planeta.

Conto com a sua ajuda, a minha é trazer-lhe a semente da palavra, para que possa germinar em si o fruto da sabedoria.

Paula Mouta

   "Saúde global é muito mais do que uma questão da medicina"

Detlev Ganten, Presidente da CMS, 2018 realizada em Portugal

A Medicina no Mundo e a Epigenética

A epigenética é definida como as modificações do genoma que são herdadas pelas próximas gerações, mas que não alteram a sequência do DNA.

Todas as mudanças que os povos migrantes sofrem, estão, de alguma forma, a modificar o seu padrão de saúde, a sua sustentabilidade, porque ao deslocarem-se geograficamente estão a criar novos padrões de desequilíbrio na sua estrutura física e emocional.

E o maior de todos começa, precisamente, pela adaptação a novos hábitos alimentares, além dos fatores climáticos e sócio-humanitários.

É importante que o conhecimento científico seja traduzido em informações acessíveis à sociedade.

No nosso biótipo, nem tudo está programado, pois atos como alimentação, exercício físico, comportamento e mudança de região geográfica, podem influenciar a maneira como os genes se organizam, alterando os padrões de mudança do nosso fenótipo, os quais serão transmitidos aos nossos descendentes (...)

Esta nova forma de abordar a SAÚDE, abre o caminho para uma nova realidade: a alimentação e todas as formas preventivas de protecção ao equilíbrio do ser humano, podem ser o "medicamento" mais poderoso para reduzir o risco das doenças.

Não podemos mudar os nossos genes, mas podemos, através de novos comportamentos, modificar a sua experiência.

Paula Mouta